vintagegal:

Illustration for La Vie Parisienne by Chéri Hérouard, 1918


rhamphotheca:

The Cecropia Moth (Hyalophora cecropia), in the giant silkmoth family (Saturniidae), is the largest moth in North America.

Image Credit: pbedell, Naturalist.org

Check out the upcoming National Moth Week in July 2013 with events all around the world!

http://nationalmothweek.org/

(via: Encyclopedia of Life)


anita-gz:

míralo por 15 segundos, después mira el teclado …


1los:

spider-man


depredando:

Nietzsche também era hippie? Um entusiasta da meditação em meio à Natureza? Um crítico do caos urbano stressante em que vivemos imersos? Alguém que, além do mais, tinha horror a se encerrar dentro de igrejas ou mosteiros? É o que dá a entender o seguinte trecho de “A Gaia Ciência” (#280): 

“Será preciso entendermos um dia, talvez um dia próximo, o que falta acima de tudo nas nossas cidades: tranquilos, amplos e espaçosos lugares para reflexão, lugares com longas e altas galerias para o tempo ruim ou demasiado claro, aonde não chegue o barulho dos carros e dos pregoeiros, e onde um refinado decoro proibisse até a um padre a reza em voz alta: construções e passeios que, no conjunto, exprimissem o que há de sublime no meditar e no pôr-se de lado. Foi-se o tempo em que a Igreja tinha o monopólio da reflexão, em que a vida contemplativa tinha de ser antes vida religiosa: tudo o que a Igreja construiu dá expressão a essa ideia. Eu não sei como tais construções, ainda que fossem despidas de sua finalidade eclesiástica, poderiam nos satisfazer; elas falam uma linguagem demasiado patética e constrita, enquanto casas de Deus e luxuosos pontos de um comércio supraterreno, para que nós, os sem-deus, pudéssemos pensar ali os nossos pensamentos…”

Lembremos que Zaratustra se dizia um discípulo de Dionísio (e não do Crucificado!) e que, ao invés da coroa de espinhos, usava uma coroa de flores. Como nos lembra Maria Cristina Franco Ferraz em seu magistral “O Bufão dos Deuses”:

Dionísio “difere de seu irmão Apolo, o deus arquiteto do panteão, fundador de grandes cidades”, pois sua “morada preferida será sempre um templo ao ar livre… um belo antro sempre verde; e, para os iniciados, um lugar onde cantar o evoé.” (FERRAZ: p. 87) 

É neste contexto que se deve compreender a fala de Zaratustra (III, “Os 7 Selos”, parte 2), quando este diz “amar até mesmo as igrejas e os túmulos de deuses, quando o olho puro do céu atravessa os tetos em ruína… Gosto de me sentar sobre igrejas em ruína.” 

Como sintetiza Ferraz, “sobre as ruínas do cristianismo senta-se, triunfante, o antigo deus nômade; sobre os escombros da tradição judaico-cristã Dionísio se reapropria dos velhos templos…” (FERRAZ: p. 88). 

Evoé!